Paul McCartney volta a liderar lista de mais vendidos nos EUA após 36 anos

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Paul McCartney

Paul McCartney retornou no domingo (16) ao topo da lista de mais vendidos nos Estados Unidos com um álbum solo pela primeira vez em 36 anos.

“Egypt Station” – álbum de 16 faixas – ficou em primeiro lugar no ranking da revista Billboard.

O astro inglês, 76 anos, não poupou esforços para promover o álbum e participou em vários talk-shows americanos, além de ter feito um show gratuito na Grand Central Station de Nueva York.

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Cadê o bunker?

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Bunker: foto de internet 

Há palavras que de tão banalizadas, negligenciadas ou mal utilizadas me dão arrepios. “Esquerda” e “direita” são duas delas. Se preciso explicar um endereço com um simples “vire à direita” ou “vire à esquerda” já penso no bunker mais próximo para eu me esconder… afinal, o mundo anda puro melindre e, quando a gente fala, ninguém ouve a crase.

Não entendo por que os beligerantes de plantão, esquerdomaníacos2 ou direitomaníacos2, não se entendem. Não compreendo o ódio (outra palavrinha cansativa) entre os “seres unilaterais”.

Bem, dizem que adoração e ódio andam lado a lado. Então talvez – apenas talvez – todos esses ataques histéricos e infantis, observados tanto em redes sociais como no mundo de carne e osso, não sejam mais do que a representação de um amor não reconhecido pelo que se considera oposto; ou o resultado de uma atração irresistível gerada pela necessidade de dar sentido à própria existência polarizada; ou pura ignorância mesmo, ao ver-se ameaçado por aquilo que é a sua própria razão de existir.

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Surrealismo: características e principais artistas

Em 1924, em Paris, André Breton (1896-1966), escritor e poeta francês, escreveu um manifesto depois de cortar relações com Tristan Tzara, líder do movimento Dadaísta, e assim nasce o Surrealismo, para muitos a última das grandes vanguardas.

Manifesto Surrealista - André Breton - 1924
Manifesto Surrealista – André Breton – 1924
Imagem: versão de Le Viol (Violação) – óleo sobre tela, 1934 – René Magritte, MoMa, NY 

O Surrealismo emerge assim em Paris, em 1924, e espalha-se por uma Europa saída da I Guerra Mundial estendendo-se até à II Guerra Mundial. Porém, a influência deste movimento chegou, na verdade, até aos nossos dias.

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Maria Valéria Rezende fala sobre literatura e engajamento

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Maria Valéria Rezende é uma espécie de combatente da literatura. Faz isso, no entanto, sem muito alarde. Assim como escolheu ser freira e passar parte da vida em salas de aula dedicada à educação de adultos de comunidades pobres e desprovidas de tudo. É um combate silencioso e persistente, mas que dá frutos. No caso da literatura, até a autora se surpreendeu com os resultados.

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Regina Zappa e Ernesto Soto relançam ‘1968: eles só queriam mudar o mundo’

Romance, almanaque e relato pessoal revivem maio de 1968
Romance, almanaque e relato pessoal revivem os acontecimentos que marcaram aquele maio de cinco décadas atrás

Foi com uma série de protestos e uma greve geral que maio de 1968 entrou para a história do século 20. Qualquer semelhança com os acontecimentos recentes no Brasil pode ser mera coincidência — as motivações que levaram estudantes e operários às mobilizações naquele ano estão a anos-luz das razões que paralisaram o país durante a semana —, mas é inevitável uma comparação entre os ares que levaram aos movimentos de 1968 e os de hoje. Ares que apontam em sentidos bastante contrários, como fica claro em livros recém-lançados e que celebram os 50 anos do episódio.Os pesquisadores Regina Zappa e Ernesto Soto ficaram surpresos com a repercussão do relançamento de 1968: eles só queriam mudar o mundo. Publicado pela primeira vez em 2008 para comemorar os 40 anos do movimento, o livro ganhou reedição oportuna. “Essa reimpressão foi uma surpresa porque a repercussão atual tem sido maior do que quando a gente lançou o livro”, conta Soto. “Em 2008, as coisas estavam tranquilas e numa situação de estabilidade as pessoas não se interessam muito ou porque não tinham conhecimento do que aconteceu em 1968, ou porque não estavam mobilizadas. Agora, a gente está vivendo uma turbulência e uma volta ao conservadorismo em todo o mundo. Isso desperta um desejo de mudança e ninguém sabe como proceder”, acredita Regina.
Escrito em forma de almanaque, 1968: eles só queriam mudar o mundo é dividido em meses e, para cada um deles, os autores elencaram os principais acontecimentos no mundo em áreas que vão da política à cultura. Os protestos na França começaram com exigências dos estudantes por melhorias no setor educacional, no início de maio. O movimento tomou conta de Paris, primeiro com os estudantes, que também protestavam contra o governo autoritário do general Charles de Gaulle e contra a falta de liberdades pessoais, e depois com os operários, protagonistas de uma greve geral que mobilizou mais de 9 milhões de pessoas.

O conflito de gerações tomou enormes proporções na França, mas não foi apenas por lá. Cada canto do mundo teve seu 1968 turbulento. Na Tchecoslováquia, a Primavera de Praga, iniciada em janeiro, reunia jovens que queriam a volta da democracia usurpada pelo regime comunista. Na China, a Revolução Cultural de Mao Tsé Tung chegava ao auge com a perseguição de intelectuais e artistas, e os americanos começavam a se dar conta de que a Guerra do Vietnã era um grande poço sem fundo. Naquele ano, os Estados Unidos viram o assassinato de Martin Luther King e de Bob Kennedy, então senador por Nova York, que defendiam o fim da guerra. A luta pelos direitos civis perdia um líder importante.

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FUJAMOS DA VÃ REPETIÇÃO TEXTUAL.

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Quando escreves, o que denota o teu leitor? Teu ego embriagado, adjetivos pomposos, palavras soltas, balhando sobre as águas turvas de tua contradição presunçosa?

Escrevemos apenas um texto em toda a nossa vida, por isso buscamos encaixar a nossa percepção de mundo, e, não raro cometemos enganos, ao pensar que em todos contextos caberá a nossa indignação ou satisfação existencial.

Escrever bem seria se desvencilhar do ego que tudo sabe, a priori. Devemos, portanto, sair do lugar-comum que nos é confortável, para ensaiar novos temas, aludir outros contextos, fora da nossa fraca noção do que nos parece direito e justo.

Evan do Carmo

Revista Literária